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Verão infantil tem lazer com limites durante pandemia

domingo, 05/07/2020, 08:58 - Atualizado em 05/07/2020, 08:58 - Autor: Tiago Furtado/ Diário do Pará


| Foto: Tati Abreu

Aumento da temperatura e pandemia exigem atenção redobrada com as crianças. Diversão pode e deve ser com horários para exposição solar, hidratação na medida certa, boa alimentação e distanciamento social. Com o início do mês de julho e o aumento da temperatura, os cuidados com as crianças devem ser redobrados.

Apesar da pandemia de Covid-19, que tem causado a restrição ao acesso de várias praias e balneários do Pará, nada impede que atividades de lazer sejam realizadas dentro de casa com o objetivo de ocupar a mente e fazer passar a ociosidade, mas sempre de olho na alimentação e exposição ao sol para evitar problemas de saúde.

Mesmo com a reabertura gradual das atividades econômicas, os cuidados com o distanciamento social devem permanecer constantes para evitar o contágio do novo coronavírus. A advogada Kelly Garcia é mãe de dois meninos, um de sete e outro de 11 anos, e passou cerca de três meses isolada em sua casa localizada no distrito de Mosqueiro. Trabalhando em casa, no sistema home office, ela afirma que os cuidados com as crianças permanecerão intensos em julho, com rigor na alimentação e banho de sol dentro de casa, sem praia e aglomeração, ao menos enquanto não existir proteção suficiente para os filhos.

“A gente procura seguir todas as recomendações e, mesmo em Mosqueiro, não fomos à praia. O que fazemos é dar uma volta de carro ou passear no próprio conjunto. Nada de encontro com crianças do colégio, por enquanto todos ficam jogando ou assistindo TV. Acostumar a gente não se acostuma, mas temos que nos adaptar à nova realidade, pois é fácil se expor. Principalmente as crianças”, comenta a advogada.

Para diminuir a saudade do convívio com outras pessoas, Kelly disse que tem saído com os filhos rapidamente de casa para andar de bicicleta e passear no residencial onde mora. “Às vezes eles saem um pouco mais cedo para andar de bicicleta na rua, mas sempre de máscara e muito rápido. Uns 20 a 30 minutos e logo voltam para casa”, relata. 

ALIMENTAÇÃO

Até mesmo a alimentação tem sido diferenciada e permanecerá assim durante todo o verão para evitar queda na imunidade e possíveis problemas de saúde. “Estou reforçando as vitaminas. Não sei se funciona, mas pelo menos estão bem. Eles são de comer muita comida caseira e tomam suco de frutas. O almoço é sempre com feijão, carne ou frango e arroz. Tomam até mesmo mingau quando acordam. Eu sou uma mãe ‘antiquada’ quanto a isso”, brinca.

Apesar de todas as medidas tomadas para diminuir os impactos da pandemia, manter a saúde mental em dia e fazer as crianças entenderem essa nova realidade não é tarefa fácil. Kelly conta que as reações dos dois filhos foram distintas. Enquanto o mais novo gostou da nova realidade e até mesmo quer continuar ao lado da família por mais tempo, o pré-adolescente de 11 anos tem sido mais relutante, mas tenta compreender as medidas de precaução. Triste, ele sente falta dos colegas da escola. “O mais novo é caseiro, ele gostou e agora até fala em continuar morando no Mosqueiro. Ele disse que só volta às aulas quando tiver vacina. Agora o mais velho já reclamou, chorou e tem sentido falta da rotina de jogar futebol e encontrar os colegas, mas entende a necessidade nesta situação que nunca passamos antes”.

"Estou reforçando as vitaminas. Não sei se funciona, mas pelo menos estão bem. Eles são de comer muita comida caseira e tomam suco de frutas. O almoço é sempre com feijão, carne ou frango e arroz. Tomam até mesmo mingau quando acordam”. Kelly Garcia, advogada

PREVENÇÃO

MAIS DICAS DE SAÚDE

Algumas atitudes podem ajudar a prevenir complicações com o seu filho durante o verão:

l Evite exposição ao sol entre 10h e 16h;

l Aplique o filtro solar recomendado pelo pediatra e vista seu filho com roupas leves, chapéus e bonés;

l Incentive a criança a lavar as mãos com frequência;

Sol com moderação e água à vontade ajudam a manter a saúde

Médico pediatra Ruylson Santos alerta para os riscos da exposição solar excessiva FOTO: divulgação

O médico pediatra do Hospital Metropolitano, Ruylson Santos, defende o banho de sol em horários específicos, de 8h às 10h da manhã, e a partir das 5h da tarde, como forma de evitar queimaduras solares. “Esse cuidado evita queimaduras graves e infecções que, além de serem dolorosas, podem deixar manchas permanentes pelo corpo dependendo do grau”, explica.

Quanto aos alimentos, o médico recomenda ter cuidado com a procedência dos produtos comprados. Principalmente verduras, legumes e outros que dependem da manipulação com as mãos para evitar uma possível intoxicação alimentar, além de manter-se sempre hidratado com água ou água de coco. “Devemos sempre saber se os alimentos foram devidamente higienizados, saber a procedência da conservação para não ter a chamada intoxicação alimentar. Deve-se aumentar também a oferta hídrica com água e água de coco porque a sudorese (suor) é maior com perda de água através da pele”, destaca.

O médico pediatra aponta os riscos que a desidratação intensa pode causar durante o veraneio, mesmo dentro de casa. “A criança pode chegar a um grau de desidratação intenso, tanto na pele como em outros sistemas do corpo e pode até precisar de internação para hidratação venosa. Ela fica mais sonolenta, com a frequência cardíaca mais alta e sente um certo desconforto”, alerta.

Sobre a pandemia, Ruylson diz que todos devem continuar com o distanciamento social, usando equipamentos de proteção na medida do possível. “A prevenção ideal neste momento é tentar manter o distanciamento social mínimo de, pelo menos, 1,5 metro. Contato mais íntimo apenas com a família e continuar fazendo uso de máscara, touca e luva sempre que possível. Sabemos que é complicado neste período por causa do sol, mas o que vale nesse momento é o distanciamento social, evitando aglomeração”, conclui.

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