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DANÇANDO A AMAZÔNIA

 Balé Folclórico da Amazônia comemora 30 anos com espetáculo e exposição de sua trajetória

quinta-feira, 17/09/2020, 08:19 - Atualizado em 17/09/2020, 08:51 - Autor: Lais Azevedo


Com doze turnês internacionais no currículo, o Bfam emprega linguagem contemporânea à inspiração nas danças tradicionais
Com doze turnês internacionais no currículo, o Bfam emprega linguagem contemporânea à inspiração nas danças tradicionais | Divulgação

O Balé Folclórico da Amazônia (Bfam) completa 30 anos este mês. Para comemorar, o grupo realiza uma exposição nesta sexta-feira, às 18h, na recém-inaugurada Estação Cultural de Icoaraci. A abertura da mostra terá uma apresentação da companhia, seguida da liberação do público para apreciar registros de suas apresentações internacionais, figurinos e adereços marcantes, entre outras peças. Em vista dos protocolos de prevenção à Covid-19, o acesso ao espetáculo será liberado para um número reduzido de espectadores.

“São fragmentos de 30 anos de trajetória”, diz Eduardo Vieira, diretor artístico do Bfam. O espetáculo realizado na abertura da exposição, chamado “Dançares Amazônicos”, também é bastante significativo para a companhia, já que ele faz parte de seu repertório desde o início, em setembro de 1990. “Ele foi construído nesses 30 anos e vinha ainda fazendo parte das nossas últimas turnês, antes da pandemia”, conta.

Sempre se renovando, “Dançares Amazônicos” traz releituras de danças tradicionais e histórias inspiradas na cultura amazônica, sendo todo apresentado com música ao vivo. Normalmente, o espetáculo conta com cerca de 20 bailarinos e 10 músicos no palco, mas também por conta das restrições impostas pela pandemia, ele precisou ser redimensionado. “Tivemos que fazer várias mudanças, mudar todo o desenho da apresentação, mantendo apenas artistas solistas e um número reduzido também de músicos”, explica o diretor.

O grupo é conhecido internacionalmente por empregar uma linguagem contemporânea em espetáculos baseados em danças tradicionais e estudos coreográficos com rituais, lendas, mitos, manifestações do sagrado e profano na cultura amazônica. Eles destacam-se ainda pela profusão de cores, riqueza e variedade de figurinos e adereços. “Somos um grupo pioneiro em dançar e cantar nossas lendas em festivais internacionais, com bailarinos que têm uma formação que chamo de ‘popular’, que não é acadêmica”, pontua Eduardo.

Ao longo de três décadas, o Balé Folclórico da Amazônia já realizou 12 turnês internacionais participando como representante do Brasil em mais de 100 festivais na Europa e nas Américas, além de cerca de 20 turnês em todas as regiões do Brasil, obtendo inúmeras premiações. “É sempre muito marcante para nós estar pisando em palcos onde grandes artistas do mundo todo já pisaram. Acredito que entre os lugares mais emocionantes está a Cidade do México, e os festivais na Itália e Suíça, junto com grupos do folclore de vários outros países”, destaca o diretor.

Eles esperam dar continuidade a esta trajetória o mais rápido possível. Com a chegada da pandemia, vários planos acabaram adiados para 2021, como o Festivals du Sud, pelo qual passariam por diversos países da Europa, como França e Espanha. “Era uma turnê que seria para comemorar os nossos 30 anos e infelizmente acabou sendo cancelada. A expectativa é que seja realizado no próximo ano”, diz Eduardo. Por enquanto, o Bfam tem se apresentado em alguns festivais nacionais e internacionais que migraram para o ambiente virtual, como o Festival Folclórico de Campina Grande, cuja edição on-line ocorre nos próximos dias 26 e 27, com a presença do grupo paraense.

PRESENCIAL

Exposição “30 Anos do Balé Folclórico da Amazônia”

Abertura: Sexta, 18, às 18h;

Visitação: Até 18 de outubro, de terça-feira a domingo, das 10h às 21h.

Onde: Estação Cultural de Icoaraci (R. Padre Júlio Maria, 937-995 - Cruzeiro - Icoaraci)

Quanto: Gratuito

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